O Verão dos Relógios Parados
Marina Valverde
Numa cidade do interior onde os relógios param todo dezembro, uma relojoeira decide consertar o tempo — e descobre que ninguém quer.
A Lombada é uma livraria pequena de propósito: estantes escolhidas a dedo, café passado na hora e livreiros que lembram do que você leu por último.
Todo mês, os livreiros da Lombada escolhem três títulos e escrevem, à mão, por que eles importam. Estes são os de agosto.
Marina Valverde
Numa cidade do interior onde os relógios param todo dezembro, uma relojoeira decide consertar o tempo — e descobre que ninguém quer.
T. Anhaia
Quarenta e dois poemas curtos sobre lugares onde o barulho não chega: o fundo da gaveta, a madrugada de terça, o meio da palavra.
Cecília Brandão
Bela adora guardar nuvens em potes de vidro. Até o dia em que o céu amanhece vazio e ela precisa devolver todas — uma por uma.
Filtre a estante pelo que você quer ler agora. Toque numa lombada para ler a ficha escrita pelos livreiros.
Toque num livro da estante para ver a ficha dos livreiros.
O clube da Lombada existe desde a primeira semana da loja. A regra é simples: ler junto é melhor do que ler certo.
No início do mês, você retira na loja o título escolhido pela curadoria, embrulhado em papel pardo com um bilhete dos livreiros.
Sem metas de páginas, sem cobrança. A cada semana soltamos uma pergunta-isca para quem gosta de ler com lápis na mão.
Mesa comprida, café e broa. Conversa mediada pelos livreiros — e quem não terminou o livro entra do mesmo jeito.
Toda semana a loja vira outra coisa: palco, roda, oficina. Entrada livre enquanto couber gente.
Microfone aberto para poemas próprios ou alheios. Sexta-feira, 19h, entre as estantes de poesia.
Costura copta para iniciantes com materiais da loja. Sábado, 10h. Vagas limitadas à mesa grande.
Última quinta do mês, 19h30. Conversa aberta sobre o livro de agosto, com café e broa de milho.